Pesquise no Blog "Diante do tabuleiro, a mentira e a hipocrisia não sobrevivem por muito tempo. A combinação criadora desmascara a presunção da mentira, os impiedosos fatos que culminam no mate, contradizem o hipócrita." - Emanuel Lasker - Xadrez é vida, é sorte, é azar. É jogar, se esconder, se divertir, rir, mentir, suar, matar, capturar. Com o xadrez aprendemos a ser felizes; com ele, podemos aprender a viver; ganhamos, perdemos, mas JOGAMOS; para um grande enxadrista não basta apenas JOGAR, mas é necessário GANHAR! Como Kasparov sempre dizia: o mestre só se torna um mestre a partir de mil derrotas e meia vitória, pois assim ele aprende a ter dignidade e ser capaz de ver os lances, prever os lances. Um mestre só se torna um mestre quando obtêm mil derrotas pensadas, mas ele se torna um burro quando não quer pensar e para de jogar.

Xadrez = Arte

Xadrez = Arte
"A vida é uma eterna partida de xadrez. Quando a gente não tem a iniciativa A oportunidade passa e você perde a vez."

Vídeos

Milton Matone nos envia vídeos inéditos de torneios, mestres e demais eventos de xadrez. Postados no Youtube formam uma verdadeira biblioteca visual enxadrística.
Veja os vídeos

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Jogando Xadrez...

“O sucesso na vida não depende de receber boas cartas, mas de jogar bem com cartas ruins.”
(Warren G. Lester)
Por Tom Coelho


Eu contava cerca de sete anos de idade, quando fui apresentado ao jogo de xadrez por um primo mais velho. Numa infância pobre, utilizávamos um tabuleiro de jogo de damas e adaptávamos as peças a partir de componentes de outro jogo de tabuleiro, War. Assim, os dados viravam torres; os aviões, cavalos; os exércitos, peões.
Já adulto, coloquei-me a refletir sobre os benefícios daquela experiência lúdica. Esporte, para quem enxerga a dedicação e o desempenho inerentes à prática; jogo, para quem atribui o resultado da partida à sorte ou ao azar; arte, diante da criatividade e estilo empregados. O fato é que o xadrez é certamente responsável por aspectos de minha personalidade e conduta profissional.
O jogo tem um objetivo muito bem definido: o “xeque-mate”. Isso nos remete à questão de se estabelecer metas – e buscar cumpri-las. Para tanto, são necessários planejamento e estratégias definidas. E, para traçá-las, criatividade e imaginação.
Uma partida exige concentração, o que nos proporciona desenvolvimento do autocontrole. E sua duração tem um tempo-limite determinado. Assim, hierarquizar tarefas e gerenciar o tempo mostram-se imprescindíveis.
Mas o melhor do xadrez está no exercício de pensar os lances seguintes. Os seus, e os do adversário. Grandes enxadristas conseguem vislumbrar, a cada nova rodada, toda uma partida. Isso demanda raciocínio lógico e espacial abrangentes. É o estímulo para o desenvolvimento da intuição e da capacidade de antecipação, além do hábito de visualizar o futuro. E o esforço por elevar a performance a cada lance lembra-nos a ideia do aperfeiçoamento contínuo, ou kaizen.
Não existe o jogo de duplas. Sob esta ótica, o xadrez é um exemplo perfeito da solidão do poder. A autonomia para movimentar uma ou outra peça é exclusividade do jogador. A decisão é sua. E o resultado, vitória ou derrota, é consequência direta das opções feitas. É a hora de se administrar emoções. Curtir o entusiasmo decorrente do sucesso, sentindo-se realizado; o prazer pela conquista, o sabor da superação. Ou tolerar o fracasso, aprendendo pacientemente com ele, adotando uma postura resiliente.
Por fim, até mesmo ética se aprende através do xadrez. Do respeito ao adversário, cumprimentando-o no início e término da partida, mantendo-se em silêncio enquanto aguarda sua jogada, sem jamais trapacear mediante alteração das posições das peças num momento de distração do oponente, até o cumprimento da regra “peça-tocada é peça-jogada”, uma simbologia perfeita para denotar que podemos muitas vezes utilizar Ctrl-C + Ctrl-V, em nossas atitudes, mas o Ctrl-Z não é admitido…
Um empreendedor deve aprender a ser um enxadrista. Porque nossa vida é um grande jogo de xadrez. Estamos todos no mesmo tabuleiro e recebemos as mesmas peças. É certo que alguns são ligeiramente favorecidos pelo destino, ficando com peças brancas e iniciando o jogo. Mas, não raro, falta-lhes sabedoria para lidar com esta vantagem comparativa.
Estabelecer metas, planejar, traçar estratégias, administrar o tempo, tomar decisões, ser criativo e imaginativo, compor cenários, exigir qualidade, controlar emoções, respeitar ao próximo. Estas não são apenas regras para se vencer um jogo de xadrez. Não são apenas regras para se conquistar o jogo do mundo corporativo. São regras para se alcançar com êxito a própria felicidade no jogo da vida.


Tom Coelho é autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, além de consultor, professor universitário e palestrante. Com formação em Publicidade pela ESPM, Economia pela FEA/USP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é mestrando em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente pelo Senac. Diretor da Lyrix Desenvolvimento Humano, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.
Visite: www.tomcoelho.com.br e http://www.setevidas.com.br/.



Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Nova lei em vigor -FIDE

Novas Regras do Xadrez

Comunicado CBX nº 30/2009 - Vitória/ES, 30 de Junho de 2009.

Comunicamos a todos os árbitros que as Regras aprovadas em Dresden, no ano passado, passam a vigorar a partir de amanhã (01/07/2009) . Para aqueles que ainda não viram as alterações, disponibilizamos aqui o texto completo em inglês e português.

Pablyto Robert
Presidente da CBX


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O que muda nas Leis da FIDE a partir de 1/7/2009

De acordo com o Congresso de Dresden, ratificado pela reunião do Board.


Pelo AI Antonio Bento


1. Partidas de 60 minutos para cada jogador passam a ser ritmo de xadrez pensado. Partidas no ritmo de xadrez rápido passam a ficar no intervalo: [15’ a menos de 60’]
A partir de 1º de julho, torneios no ritmo de 60 minutos ko passam a ser no ritmo de xadrez pensado e válidas para rating CBX.


2. Qualquer jogador que chegar atrasado perderá a partida. As regras de competição podem especificar de outra forma. (*)
A lei sugere que não se aceite atrasos.
Mas, o regulamento específico da competição poderá estabelecer por exemplo que o jogador perderá a partida se chegar com atraso superior a 15 minutos. Fica portanto a critério do organizador tolerar ou não atrasos. Mas, isso deverá ficar claro no regulamento da competição.
(*) Reunião do Board da FIDE realizada em Istambul em março abriu esta possibilidade.


3. O árbitro deverá corrigir os tempos de relógios que estejam incorretos.
O texto da lei atual é impreciso; fala sobre ajuste dos tempos antes de começar a partida e sobre substituição de relógios defeituosos. Agora está bem claro que o árbitro pode intervir e ajustar os tempos dos relógios, caso seja necessário. A regra permite o árbitro regule os relógios digitais que foram ajustados erradamente no início da sessão.


4. A nova lei proíbe os empates de comum acordo, sem a permissão do árbitro.
A partir de julho, empates de comum acordo (a exemplo dos atrasos) só serão possíveis se houver previsão no regulamento específico do torneio. O regulamento poderá proibir os empates em menos de determinado número de lances, ou mesmo, em nenhuma hipótese.


5. A punição para reivindicação de empate (repetição de posições... art. 9.2 e 50 lances... art.9.3 - feita incorretamente) será apenas de acréscimo de 3 minutos para o adversário do jogador reivindicante.
A nova redação simplificou bastante o ritual. O árbitro ajustará apenas o tempo do relógio do adversário. Não mais reduzirá o tempo do reivindicante.

6. Nas reivindicações de empate com base no art. 9. 2, 9.3 (9.5) e 10.2, o jogador deverá chamar o árbitro e poderá (ou não) parar os relógios.
Na lei atualmente em vigor, o jogador é obrigado a parar o relógio antes de chamar o árbitro. Os árbitros não são obrigados a intervir quando a reclamação não segue o ritual de parar o relógio antes de fazer a reclamação. Ficou claro que o jogador pode ou não parar o relógio, mas o árbitro deverá intervir e analisar a reivindicação.


7) Foi acrescentado ao artigo 7.4 parágrafo ressalvando que o adversário do jogador que fizer 3 lances ilegais na partida somente ganhará o ponto inteiro se tiver material para dar mate.
Isso já está subentendido na atual lei do xadrez. Caso um jogador cometa o terceiro lance ilegal na partida, é evidente que o adversário só pode ganhar ponto inteiro, se tiver material para dar mate no adversário. Caso o mate não seja possível, o resultado correto será o empate.


8. Sem permissão do árbitro é proibido portar celular ou qualquer outro dispositivo eletrônico exceto se estiver desligado. O jogador, entretanto, perderá a partida se o dispositivo produzir ruído.
A nova lei admite que o jogador porte celular durante a partida, desde que esteja desligado. Mas, continuam as restrições quanto ao uso do celular durante e partida. Se o celular tocar, o jogador perderá a partida.


9. O jogador poderá apelar contra qualquer decisão do árbitro, a menos que o regulamento da competição especifique de outra forma.
O texto demonstra preocupação do legislador com as decisões do árbitro que são definitivas (não cabem recurso). Ex: 10.2.
Abre, então, a possibilidade de o organizador ou árbitro regular esta questão no regulamento técnico da competição. Atualmente, se o organizador criar tal dispositivo colidiria com a Lei. E a FIDE pode recusar o registro bem como o cálculo do rating ou aprovação de eventual norma ou título.


10. Fumar é permitido somente na área determinada pelo árbitro.
Passa a fazer parte do texto da lei do xadrez. Fica bem claro onde é permitido fumar durante a realização das partidas. Assim, o árbitro poderá aplicar punição mais rigorosa porque não mais cabe advertência. Na lei atual, a questão do fumo é tratada ’en passant’ e refere-se a ’area reservada para fumantes’.


11. Espectador pode informar ao árbitro (e somente a ele) se observar alguma irregularidade durante a partida.
Trata-se de novidade. A lei atual é mais rígida e proibe qualquer interferência do espectador. Claro que o espectador terá de ser discreto quando observar a irregularidade e dar conhecimento do fato somente ao árbitro.


12. Foi estendida a todos a proibição de portar qualquer dispositivo eletrônico na sala de jogo e áreas contíguas, a menos que devidamente autorizados pelo árbitro.
O novo texto é mais abrangente e facilita a arbitragem. A lei atual só proibe jogadores, não se refere às demais pessoas que estejam no ambiente de jogo.


13. É proibido distrair ou perturbar o oponente de qualquer maneira. Isto inclui reclamações sem cabimento, ofertas de empate também sem cabimento ou introduzir qualquer fonte de barulho na área de jogo. (a parte sublinhada é nova).
Isso significa que o jogador não poderá pertubar o adversário fazendo qualquer tipo de barulho na área de jogo.


14. Nas partidas de xadrez rápido se houver adequada supervisão de arbitragem (por exemplo, 1 árbitro para no máximo 3 partidas) as regras de competição se aplicam.


15. Nas partidas de blitz se houver adequada supervisão de arbitragem (por exemplo, 1 árbitro por partida) as regras de competição se aplicam.
Isso significa que o árbitro poderá intervir conforme estivesse numa competição de xadrez pensado. Acredito que esta regra se aplique em torneios de alto nível, principalmente nas partidas de blitz da Copa Mundial dos 128 jogadores.


16. Na partida de rápido e blitz em que não haja adequada supervisão de arbitragem, o árbitro poderá intervir se as duas setas estiverem caídas; nas partidas de blitz lances ilegais não poderão ser corrigidos a menos que os jogadores concordem.
Isso, no meu entendimento, já está subentendido na Lei Atual. É absurdo pensar que uma partida tecnicamente acabada poderia prosseguir indeterminadamente. Isso certamente causa embaraço à arbitragem e programação do torneio.


17. Será facultativa a anotação, na planilha, de: xeque, xeque-mate ou captura de peça.
Na lei atual somente está claro que é facultativa a anotação de xeque ou xeque-mate.

Fonte: Confederação Brasileira de Xadrez (www.cbx.org.br)

Sábado, 13 de Junho de 2009

Curiosidades: Ironias, intelectos e absurdos!


A gravura mais antiga - Remonta a 3300 a.C, retirada do sarcófago do faraó Tutankámon e mostra mulheres egípcias jogando um jogo de tabuleiro.


Os romanos antigos conheciam o xadrez? No filme Ben-Hur, estrelado por Charlton Heston, aparece rapidamente um tabuleiro de xadrez ricamente marchetado. Os romanos, provavelmente, conheceram o xadrez através dos gregos; preferiam, porém, o jogo de dados.


A época áurea do xadrez - Ocorreu durante certo período da idade média quando eram permitidas visitas de cavalheiros aos quartos das damas, desde que fossem para jogar xadrez. O elevado número de nascimentos oriundos deste costume, contudo, chamou a atenção da igreja, que conseguiu a proibição de tal prática.


Índios enxadristas –Edward Lasker escreve: “O escritor portugûes do século XVIII, De Barros registra o seguinte fato: Diego López, comandante da primeira expedição portuguesa, ao chegar diante de Málaca em 1509, estava jogando xadrez com um dos seus homens, quando um índio da tribo dos Bataks subiu a bordo. Este reconheceu imediatamente o jogo e discutiu com López a forma das peças de xadrez usadas na sua tribo”!“ Idêntica constatação foi feita por um curador da Universidade de São Petersburgo, que foi ao norte da Sibéria, em 1895, realizar estudos etnológicos e verificou que todas as tribos - Samoyedes, Tungusianas, Yakuts - tinham entusiásticos jogadores de xadrez. Escreveu ele: "uma partida dura horas e muitas vezes não termina senão no dia seguinte. A excitação, não raro, leva os jogadores a aumentarem as suas apostas ao ponto de a derrota no jogo envolver a ruína absoluta do vencido. Para começar, apostam-se as renas; depois os cães; depois as roupas; em seguida, todos os bens de um homem; e no final, até mesmo as mulheres são apostadas…"


O invencível -Napoleão Bonaparte nunca perdeu uma partida de xadrez - acrescente-se que os generais e cortesãos tinham medo de ofender a sua vaidade, ganhando dele e mesmo os mais temerários quedavam-se estupefatos quando o "grande" corso mudava as regras do xadrez, em pleno jogo, a seu bel-prazer; apenas ele podia fazer tais modificações.


A proibição do xadrez pela Igreja Católica - Através de uma carta escrita em 1061 por Petrus Damiani, cardeal-bispo de Óstia, ao papa eleito Alexandre II, ficamos sabendo que "a loucura do xadrez" era considerada como uma das "vergonhosas frivolidades" proibidas pelo clero.


A proibição do xadrez pelo aiatolá Khomeini - "O jogo de xadrez é contrário à lei islâmica, declarou o imã Khomeini ao governador da província de Teerã, a 18 de dezembro de 1979. Por que? Porque "o xadrez torna o homem mau", "destrói o pensamento" e, "quando se joga muito, provoca desequilíbrio mental". Além disso, "o xadrez estimula o ódio e a agressividade ao adversário". "Quem insistir em jogar xadrez, deve ter os pulsos cortados"!


O campeão de maior cultura - Emanuel Lasker, campeão mundial durante 27 anos, doutor em Filosofia, Matemática e Física. Ele argumentou que a teoria de seu amigo Einstein, não seria provada enquanto continuasse impossível demonstrar que a velocidade da luz no vácuo é infinita(ele estava errado). Einstein escreveu um prefácio de um livro seu. Lasker escreveu peças de teatro, projetou reformas sociais em The community of future e, durante a primeira guerra mundial, inventou um tanque. Fez parte da equipe olímpica alemã de bridge. Ele foi forçado a adotar o xadrez como meio de vida depois que constatou que as cátedras das universidades alemãs lhe eram vedadas pelo fato de ser judeu.


A resposta mais contundente – No campeonato brasileiro de 1965, Mequinho , então com 13 anos, jogava contra Olício Gadia precisando apenas do empate para ser campeão. A partida foi suspensa na última rodada. Gadia vislumbrou uma possibilidade de empate de conveniência e fez a sugestão: "Proponho o empate." Mequinho: "E eu proponho o abandono!".


As decisões mais conservadoras - O GM norte-americano Tarjan, abandonou o xadrez para se tornar bibliotecário. Júlio Granda Zuñinga, campeão nacional aos 6 anos de idade, posteriormente abandonou o xadrez e voltou para sua terra, para trabalhar como camponês.


A melhor justificativa para o enxadrista conquistense, Orlando Damasceno – De acordo com o Tratado de Xadrez de 1512, de Damiano, publicado em latim, a melhor resposta para 1-e-4 é 1…c-6!


Quem são os gênios? Na história do xadrez há três gênios: Fischer, Capablanca e Tahl" (Miguel Najdorf).


Os anti-semitas – Alekhine e, lamentavelmente, Fischer.
Enviada por Gilvan Quadros.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

"Xadrez poderia ser mais aproveitado..."

Assim refere o pedagogo Eric Augusto Piassi que critica a forma que o esporte está sendo usado dentro da sala de aula. Não é de admirar-se. Conversando com um professor Doutor em Educação, sobre a importância do xadrez como instrumento de auxílio na aprendizagem, ele teve a tolice de dizer-me que muitas pessoas hoje deixavam de jogar xadrez porque "era difícil". Ainda há restrição inclusive por parte das autoridades no assunto... Segue a entrevista fornecida ao Jornal da Cidade.

Tirar o maior proveito pedagógico possível do xadrez nas escolas. Esse é o objetivo do pedagogo, jogador e professor de xadrez Eric Augusto Piassi. Com a disputa de um mundial no currículo e uma pesquisa inédita sobre a prática e o ensino do esporte nas escolas de Bauru e região, Piassi, aos 23 anos, possui autoridade suficiente para criticar a forma que os professores estão abordando o xadrez nas escolas. “Os professores que usam o xadrez nas aulas não estão capacitados e os que estão capacitados não compreendem a noção pedagógica do jogo”, sentencia. O envolvimento de Piassi com o xadrez começou com a ajudinha do irmão mais velho, que aprendeu o esporte primeiro. A paixão, porém quase termina se não fosse a persistência da mãe de Piassi. “Eu era um garoto pobre jogando no Bauru Tênis Clube (BTC). Minha mãe chegou a vender o café que a gente tinha para beber para comprar livros de xadrez”, recorda. Hoje, ele conta que a recompensa está nos alunos que ajudou a formar. A idéia de trabalhar a pedagogia do xadrez surgiu aos 16 anos, quando estava na frente de alunos de uma 4.ª série. “O que eu vou fazer para despertar o interesse desses alunos? Mas eu não queria apenas ensinar por ensinar, eu queria que eles vivenciassem”, lembra. Atualmente, Piassi continua disputando torneios - como o Franco Motoro, da Federação Paulista de Xadrez, que conquistou com sua equipe semana passada. Ele dá aulas de xadrez na rede particular, promove competições solidárias na rede pública, desenvolve sua pesquisa e ainda passa as noites treinando. Confira os trechos da entrevista.

Jornal da Cidade
O que você constatou com sua pesquisa?
Eric Augusto Piassi – Constatei que os professores estão desperdiçando o potencial pedagógico do jogo de xadrez nas salas de aula. É igual àquelas aulas de educação física, em que o professor dá uma bola e manda as crianças jogarem futebol. Eles deixam as crianças jogando e não exploram o valor pedagógico que o xadrez possui. Eles não desenvolvem as competências com seus alunos. Eu fiz essa pesquisa em Bauru e região e acabei vendo que os professores que usam o xadrez nas aulas não estão capacitados e os que estão capacitados não compreendem a noção pedagógica.

JC - E por que isso é preocupante?
Piassi - Por um motivo: hoje o Ministério da Educação (MEC) está inserindo o xadrez em todas as escolas. Quem pode dar essas aulas? Apenas professores de educação física, segundo o ministério. E no curso de educação física, o xadrez não é uma matéria do currículo. Chegou um momento que eu percebi que alguma coisa estava errada. Estão, implantando um projeto, mas não tem um profissional adequado. Então, não tem como o projeto ir para frente. Quando vai, eles não conseguem trabalhar como deveriam.

JC - Como começou essa associação pedagógica com o jogo?
Piassi - Em São Carlos eu auxiliei um projeto de pós-graduação cujo tema era “Xadrez: possibilidades de recreação, criação e construção”. A professora, autora do projeto, não chegou a abordar as competências em que o jogo pode ajudar. Então isso me despertou para o tema. Muitos dos profissionais do xadrez de Bauru encaram o jogo como recreação, não como uma arma pedagógica. Entendem, por exemplo, como um ganha-pão. Tá certo. Tem que ganhar dinheiro também, mas tem de buscar um valor educacional nisso. Está faltando para esses profissionais um apoio e uma orientação pedagógica porque simplesmente jogar xadrez na aula não atinge o objetivo.

JC – Como o jogo de xadrez pode ser usado?
Piassi - O interessante é que o xadrez pode envolver qualquer pessoa. Temos alunos deficientes físicos, visuais que jogam xadrez. O que eu quero mostrar é que há várias formas de trabalhar com o xadrez. Conciliando à informática, eu explico até história através do xadrez. Você pode ensinar até a guerra entre o Brasil e o Paraguai usando as pecinhas do xadrez e os alunos vão entender. A mesma coisa é com geografia. Em língua portuguesa, você pode pedir aos alunos que produzam textos sobre xadrez. Assim, a gente atinge educação infantil também. Chega na hora do recreio não é aquela correria. Eu deixo o tabuleiro para eles e eles ficam jogando.

JC - E como funciona na educação infantil?
Piassi - Nós trabalhamos com crianças, temos alunos de 4 anos, por exemplo. Pode parecer que não, mas ensinar xadrez para elas é difícil. As crianças tem de aprender o movimento, mas sem perceber elas estão brincando, jogando. É lúdico. Especialistas colocaram barreiras dizendo que não é possível jogar, assimilar. Eles dizem que a criança é muito pequena. Mas não necessariamente você precisa ensinar o xadrez bruto. Você trabalha com desenhos, familiarizando a criança e incentivando o raciocínio. É isso que eu percebi. O xadrez tem de ser visto como um fator pedagógico e não como um mero jogo.

JC – Como lidar com a reação das crianças no jogo?
Piassi – Se você cria um trauma na criança, se ela perde o jogo e a outra provoca, ela nunca mais vai querer saber de xadrez. O professor tem de estar capacitado para identificar isso e saber como sanar esse problema na sala de aula, porque senão o xadrez pode passar a ser um empecilho e não mais um auxílio. As criança tem de aprender a perder e a ganhar, mas de uma forma diferente. Então você passa valores. Por isso acho que o professor tem de saber um pouco de psicologia, pedagogia, senão você cria lacuna. Tem professores que dizem que na sua sala alguns alunos não querem nem saber de xadrez. Então eu digo que não existe aluno que não gosta, existe aqueles que não pegaram o gosto pelo jogo, que os professores não despertaram isso nele. A primeira aula minha é com teatro. Eu entro cantando com violão na sala de aula, eu faço xadrez gigante, mímica. Com isso a criança, mesmo sem jogar, diz que adora xadrez. Aí você insere o jogo. Em si, o xadrez não é difícil de aprender. Se você trabalhar bem, desperta a criança para isso. A gente faz uma troca. A gente insere uma aula de xadrez e tira uma de matemática. Os alunos nem percebem a quantidade de cálculos que estão fazendo. Só para fazer uma troca de peças, no valor de três para cinco, a criança tem que saber, tem que ter atitude, escolha, porque se ela fizer um lance errado, ela perde. Então são formas de se trabalhar em salas de aula que eu acredito que devem ser desenvolvidas.

JC - A forma como o xadrez está sendo popularizado é o que preocupa?
Piassi - As escolas têm o xadrez no projeto Escola da Família; as particulares também têm porque, se a concorrência tem, ela tem de ter também. Então, todo mundo está ensinando xadrez, mas quem está ensinando não está sabendo explorar o fator pedagógico do jogo. É uma coisa que, se não parar agora, todo mundo alertar, fizer um trabalho de troca entre professores, pedagogos, então nós teremos meramente um projeto de xadrez em sala de aula.

JC – E o lado social?
Piassi - Eu faço uma associação com o programa Escola da Família. Eles me emprestam os professores aos finais de semana e eles me auxiliam nas escolas. Nós temos 180, 200 crianças jogando nos pátios das escolas públicas. A parte bonita desse projeto é que para participar dos projetos, a gente pede alimentos não perecíveis aos alunos. E depois a gente doa os alimentos para instituições. O nosso projeto é trabalhar com xadrez na parte social. Troféu e medalha a gente consegue através de patrocinadores. A cada torneio a gente arrecada meia tonelada de alimentos e é tudo doado. As escolas particulares, que eram convidadas, mas não participavam, criaram uma outra copa. Mas está tendo um fim social? Está tendo uma ajuda no xadrez bauruense? Isso precisa ser sanado, poderíamos organizar um seminário, um congresso, um simpósio para todos os professores de xadrez serem capacitados, saber o momento de se usar a psicologia, estarem preparados e trabalhar para a formação verdadeira do educando. E não transformar o xadrez numa ferramenta de marketing.

JC - Quais são os planos futuros?
Piassi – Para ser professor de xadrez, tem de ser jogador primeiro. Eu tenho um planejamento para cada aula. Eu não estou na sala de aula só por estar. Cada aula que eu preparo tem um objetivo específico, uma metodologia. Eu vou ensinar os movimentos do xadrez, finalizações, mas junto, cidadania, ludicidade. E eu vou acumular essa minha experiência de jogador nacional e internacional, reunir com a pedagógica e, se Deus quiser, escrever um livro: ‘Metodologia do ensino de xadrez’, que era sobre o ensino do jogo de xadrez, voltado para os professores. E não tá longe. Eu já tenho umas 70 páginas escritas. Eu faço uma comparação do valor pedagógico de cada aula para cada matéria. É com essa proposta que eu quero chegar ao doutorado.

JC – Nesses nove anos de ensino, teve algum caso que te marcou?
Piassi – Um alunos de São Carlos, que não enxergava. A minha maior alegria foi quando ele jogou uma partida em um campeonato. Ele tateia as peças num tabuleiro pequeno, fala um lance e a pessoa faz o lance para ele. E antes ele era uma pessoa desmotivada e depois do xadrez ele passou a querer viver a vida. Alguns antigos alunos hoje são professores comigo e isso também me emociona.

JC – Como está o xadrez em Bauru?
Piassi – Onde tem xadrez em Bauru? Na Luso e no BTC, onde quem vai é classe média-alta. As crianças de periferia não têm dinheiro nem para pegar um ônibus. Quer dizer, isso não é um xadrez para todos. O certo seria montar lá no Jaraguá, lá na Vila Dutra, em todos os lugares ter escolinhas. Aí sim você teria a popularização do xadrez. Tentamos modificar essa visão em Bauru. Bauru está deixando os profissionais de lado. Hoje eu represento Jaú. Ano que vem pretendo jogar por São Carlos ou São Bernardo do Campo. Mas em Bauru está acontecendo isso.

Fonte primária: www.folharegional.com.br
Fonte secundária: www.ajaxclube.com.br

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

A era dos centauros Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Luis Fernando Verissimo: erudição e vocabulário sofisticado

A era dos centauros Crônica de Luis Fernando Veríssimo O xadrez é um jogo violentíssimo. Parte do tempo em que parece estar pensando no seu próximo lance o jogador de xadrez se dedica a imaginar o que faria com o adversário e sua família se não precisasse se controlar. Coisas envolvendo machadinhas e óleo fervendo no ouvido. A única coisa comparável ao xadrez em violência é o polo jogado por mongóis, em que dois times a cavalo disputam a posse de um cabrito através de vastas extensões de estepes, muitas vezes arrasando cidades inteiras no caminho. O polo mongol é o xadrez sem o autocontrole. Outro jogo violentíssimo é o tênis. Pouca gente sabe que na sua forma original o tênis consistia em dois jogadores se dando raquetaços até um morrer ou pedir água. Só muito depois os ingleses inventaram a bola e a rede para manter os jogadores separados, mas o instinto assassino de parte a parte continua o mesmo. Já um esporte civilizado é o boxe. Não há notícia de jogadores de xadrez ou de tênis se abraçando efusivamente depois de uma partida como acontece com lutadores de boxe, que continuam amigos depois da luta, mesmo porque passaram a maior parte do tempo abraçados. E o futebol? É uma mistura de xadrez e de boxe. Na defesa um time de futebol depende da exata colocação das suas peças, como no xadrez, mas, como no xadrez, estas peças distribuídas com aparente racionalidade devem sugerir algo de polo mongol na sua truculência e poder de intimidação. No ataque, o futebol depende do máximo aproveitamento de brechas, como no boxe. Ajuda se os jogadores de defesa odiarem a Humanidade como os melhores xadrezistas e os de ataque aceitarem ser golpeados sem ressentimentos, como os boxeadores. O vocabulário de um bom atacante está cheio de palavras que jamais devem entrar na vida de um defensor, a não ser em pesadelos: surpresa, criação, fortuito, invenção. Não se imagina sobre o que defensores e atacantes conversam fora de campo. Sobre futebol certamente não é. Um não reconheceria o esporte do outro. O meio-campo é onde as coisas se decidem no futebol porque é ali que se dá a metamorfose: bons meio-campistas são os que entram nessa área mágica enxadristas e emergem, lá na frente, boxeadores. Todo time precisa ter pelo menos um centauro, metade cavalo mongol, metade poeta, no seu meio-campo. Já que o Tostão decretou o fim do volante de contenção clássico, o ex-cabeça de área, no nosso futebol, começa a era dos híbridos de luxo: jogadores que combinem a força bruta do xadrez com a dexteridade intelectual do boxe.
matéria enviada por: xadrez_ms@hotmail.com

Caic do Núcleo Bandeirante agora é escola modelo da rede pública


Caic do Núcleo Bandeirante agora é escola modelo da rede pública Xadrez, primeiros socorros, ética música e boas maneiras passam a ser disciplinas obrigatórias. Objetivo é desenvolver e fortalecer valores de cidadania e solidariedade nos alunosBRASÍLIA (ABN NEWS) - O projeto pedagógico Escola Modelo começou a funcionar nesta segunda-feira (25) no Caic do Núcleo Bandeirante. A partir de agora, xadrez, primeiros socorros, ética música e boas maneiras passam a ser disciplinas obrigatórias para 130 estudantes do terceiro e quarto ano.O modelo já atende 1.180 estudantes de seis escolas com educação integral. Até 2010, 150 escolas irão aderir ao modelo. A expectativa da Secretaria de Educação é de que o projeto eleve a média escolar do DF de 4.2 para 5. Além do Caic, o projeto já funciona em duas do Plano Piloto, duas no Riacho Fundo, e uma no núcleo rural Pipiripau, em Planaltina. O programa foi criado a pedido do governador José Roberto Arruda com o objetivo de enriquecer o conteúdo escolar e trabalhar a formação humanística dos alunos. O gerente do programa, professor Afonso Brito, explica que o novo método deverá fortalecer valores de solidariedade, formação ética e o exercício da cidadania. “Queremos formar não apenas alunos, mas cidadãos de bem, de caráter, com espírito cívico e uma visão crítica da vida” explicou. Além das novas disciplinas, os alunos agora participam de um novo sistema de avaliação surpresa. Brito explica que o método já deu bons resultados e reduziu índice de reprovação no ano passado de 40% para 10% onde foi aplicado. “Pesquisas mostram que 90% dos alunos estudam apenas na véspera da prova. Essa avaliação faz com eles fiquem mais atentos e estudem mais”, detalhou.Para botar o novo sistema em prática, a Secretaria de Educação investiu em cursos de formação para os monitores professores nas áreas de primeiro socorros, música, xadrez, canto coral, artes visuais e teatro. Além disso, a secretaria elaborou e imprimiu três mil apostilas que servem de material didático para os alunos.



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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Oficinas de Xadrez se destacam no Espírito Santo

No último mês de março o portal Conexão Professor veiculou um Especial sobre o tema “O ensino de Xadrez como ferramenta pedagógica”. O material fez bastante sucesso e recebemos diversos pedidos para que continuássemos abordando o assunto. Sendo assim, resolvemos divulgar mais um caso de sucesso de um município brasileiro onde o ensino de xadrez é levado muito a sério. Trata-se do trabalho desenvolvido pelo professor Charles Moura Netto e pela Prefeitura de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo.O professor Charles Moura é formado em Educação Física e trabalha na área de educação e ressocializaçã o através de práticas sócio-esportivas. É vice-presidente da Confederação Brasileira de Xadrez e coordena o Laboratório de Xadrez Pedagógico (Laxep) da Faculdade da Região Serrana (FARESE), que se propõe a fomentar pesquisas e metodologias direcionadas ao ensino do xadrez a nível pedagógico (da educação básica ao ensino superior). Charles também coordena o PROCHESS - programa de xadrez do município de Santa Maria de Jetibá.Santa Maria de Jetibá é uma pequena cidade da região serrana do Espírito Santo, localizada a 80 km de Vitória, com aproximadamente 34 mil habitantes, onde o xadrez virou mania e é visto como modelo para o restante do País.Em 2005 foi divulgado o resultado da Prova Brasil (elaborada pelo Ministério da Educação, através do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais) , que avalia o desempenho escolar de crianças e adolescentes da 4ª e 8ª séries da educação fundamental de escolas das redes públicas municipais e estaduais, e o município de Santa Maria de Jetibá obteve a nota 3,2, inferior à média do Estado. Esta avaliação trouxe profunda reflexão dos gestores educacionais, acarretando em inúmeras reuniões avaliativas, pedagógicas e de planejamento. Este foi um “divisor de águas” nas metas de desempenho de projetos da Secretaria Municipal de Educação de Santa Maria de Jetibá. Vários foram os projetos que a Secretaria adotou em meados de 2005 e um deles foi a inclusão do jogo de xadrez como ferramenta pedagógica na rede pública municipal e como uma prática lúdica de recreação.A partir daí foi criado o PROCHESS. Funcionando desde o início de 2006, é um projeto desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Santa Maria de Jetibá que visa proporcionar a todas as escolas do município a prática sistemática do jogo de xadrez como ferramenta pedagógica no auxílio e desenvolvimento das habilidades cognitivas do processo ensino-aprendizagem (atenção, concentração, raciocínio lógico, tomada de decisão, dentre outros). A primeira etapa desse projeto consistiu na capacitação de todos os professores da rede pública municipal (educação infantil e fundamental) e na criação do torneio municipal de xadrez. Em 2007, foram criados núcleos de xadrez em todas as 57 escolas da rede municipal de Santa Maria de Jetibá. Começaram a ser disputadas competições municipais escolares e foi feita a filiação do município à Federação Espírito-Santense de Xadrez. Nesse mesmo ano os alunos começaram a participar de competições em outros municípios.


Alunos da escola Antônio Gonçalves
Já em 2008, o município de Santa Maria de Jetibá foi introduzido nos roteiros nacional e internacional de competições enxadrísticas. Aumentou o intercâmbio entre as escolas e crianças do município, fortalecendo- se assim os atletas e as competições municipais. No entanto, o destaque maior de 2008 ficou para a aprovação, em fevereiro, da Lei Municipal que regulamenta o xadrez como disciplina curricular. Segundo o professor Charles Moura, o PRÓ-CHESS é um projeto audacioso que alia esporte à educação, ensino à aprendizagem, o lúdico à disciplina, entre outros benefícios. A iniciativa deu tão certo que a Organização do II Campeonato Pan Americano de Xadrez convidou Charles Moura para proferir palestra sobre o Xadrez Pedagógico desenvolvido no município de Santa Maria de Jetibá durante a realização do IV Simpósio de Xadrez Escolar, que ocorreu entre os dias 26 e 29 de setembro de 2008, no município de São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais, outro celeiro de talentos do xadrez nacional.O município também foi convidado a participar como palestrante no 38º Congresso Internacional de xadrez, dentro das Olimpíadas 2008, realizado de 12 a 27 de novembro do ano passado, em Dresden, na Alemanha. Isto se deve ao trabalho realizado pela Prefeitura de Santa Maria de Jetibá, que, em parceria com a Secretaria Estadual de Justiça do Espírito Santo, desenvolvem um programa intitulado "Xadrez que liberta", incentivando a prática da modalidade como atividade lúdico-esportiva em quatro unidades prisionais do Espírito Santo. Este programa contempla 180 internos, que além de aprenderem a jogar xadrez (com vista a uma prática esportiva e de adequação social) também aprendem a confeccionar as peças do jogo em madeira.

Internos participantes do programa“Xadrez que liberta”

Esta oficina possibilita aos detentos a remição de pena (cada três dias trabalhados, um dia a menos de pena) e a aprendizagem de uma profissão, além de um salário que é depositado mensalmente numa conta especial.“A aplicação do jogo em presídios, de forma estruturada e numa perspectiva pedagógica e de aprendizagem, como está acontecendo no Espírito Santo, é inédita no mundo”, afirmou Darcy Lima, um dos sete grandes mestres de xadrez do Brasil.Confira nos links abaixo vídeos sobre o programa Xadrez que Liberta:http://www.youtube.com/watch?v=Tg19GT3nctAhttp://br.youtube.com/watch?v=_7nYyZNp6PE .E essa revolução enxadrística em Santa Maria de Jetibá já está dando frutos. Em 2007 a aluna Isabelle Sperandio sagrou-se campeã estadual por idade e ganhou também as olimpíadas escolares na categoria infantil feminino.

Torneio de xadrez vivo

matéria enviada por (XadrezMS Fesmax Orlando Silvestre" ) xadrez_ms@hotmail.com
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